Apesar da frustração causada pelo mau futebol (e má forma física) apresentado nos primeiros meses, eu acreditava no Rochemback. Os principais motivos para que eu acreditasse nele eram a qualidade técnica que ele apresentava desde cedo, naquele clube que não deve ser nomeado, e o fato de ser um "jogador com excesso de vontade", segundo os frescos do jornalismo esportivo.

Com o tempo o nosso volante, além de confirmar as duas características antes citadas, adquiriu uma grande identificação com o clube/torcida e mostrou-se uma liderança natural. Com essas qualidades, e a recuperação da forma física, Rochemback firmou-se como titular, capitão, e um dos melhores volantes a envergar a camiseta tricolor desde a saída de Lucas para a terra dos Beatles. Até diria que foi o melhor, mas o Rafael Carioca merece menção honrosa mesmo com aquele lance contra o Vitória, em Salvador, assim como o Rochemback teve seus maus momentos também.
Infelizmente, apesar dos bons serviços prestados, Rochemback sofreu do mesmo mal que vários outros jogadores sofreram ao passar pelo Grêmio, e que nós, torcedores que não estamos de passagem, temos sofrido há alguns anos: esteve ao lado de um elenco medíocre. Ano após ano, o Grêmio aposta nessa lenda de que somente esforço, sem qualidade, levanta taças e termina do mesmo jeito, sem conquistar nada além do Ruralito.
Logo no ano em que a diretoria promete um time forte e competitivo, perdemos um jogador que, para mim, era um dos pontos fortes do time. Não me importo que ele "já" tenha trinta anos, e que o clube tenha recebido um bom dinheiro considerando a idade do jogador. Sou passional quando se trata de Grêmio, não faço questão de ser racional.
É um erro apostar só no Leo Gago quando se quer ganhar campeonatos difíceis, ainda mais sem um reserva. O Grêmio precisa de mais um volante, e mais um volante bom. De nada adianta mandar o Adílson embora e trazer outra aposta tão oscilante quanto o Alemão era. O discurso da direção de que precisamos de somente de mais dois ou três reforços é preocupante. O último ano do Olímpico Monumental não pode ser mais um ano de "conquista de vaga".
Me perdoem pelo tom pessimista, mas sou cachorro escaldado, ainda mais quando a história envolve Odone e Pelaipe. Mas que seja um ano bem sucedido, para nós no Olímpico, e para o Fábio Rochemback na China.